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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Relação com os Subordinados

Fonte: Introdução á Psicologia das Relações Humanas – Irene Mello Carvalho
Em face de nossos subordinados, não devemos ser excessivamente susceptíveis, considerando como ofensa pessoal qualquer expressão menos cordial, ou qualquer atitude mais independente. Precisamos considerar que eles também têm problemas pessoais, que se refletem em seu estado de ânimo, assim como têm necessidade de se auto-afirmarem, tomando certas iniciativas. Se estas não são aceitáveis, compete-nos esclarecê-los e reorientá-los.
Não convém, tampouco, dramatizar os problemas, reagindo de forma exagerada quando ocorrem falhas ou enganos. Isto, ou os atemoriza e prejudica seu rendimento futuro, ou os coloca contra nós e cria um sério problema de relações humanas no trabalho.
Quando necessário, porém, seremos firmes mas justos, se as faltas forem graves ou se forem sistemáticas. A energia serena faz o chefe respeitado e sem ela não há disciplina, imprescindível ao bom andamento dos trabalhos.
Devemos evitar os inócuos sermões e orientar nossos subordinados com nosso exemplo e não apenas com palavras. Se somos impontuais, faltosos, relaxados no cumprimento do dever, não temos o direito de exigir o contrário, e nossas pregações nesse sentido não surtem efeito.
Há chefes que têm o prazer sádico de sobrecarregar desnecessariamente seus subordinados, retendo-os, sem real motivo, além da hora normal de expediente. É claro que, quando necessário, todos têm de sacrificar-se para atender a uma situação especial e importante. Por outro lado, não convém permitir a ociosidade no trabalho, pois esta desajusta pessoas. Para evitar períodos de sobrecarga e período de ociosidade, deve-se reestruturar o serviço e deslocar-se temporariamente alguns encargos.
O bom chefe não é o que sozinho tudo resolve e tudo realiza. É o que sabe delegar, restringindo-se, na maioria dos casos, a orientar, coordenar e supervisionar seus subordinados. Assim fazendo, proporciona-lhes oportunidades de auto-realização e de auto-satisfação.
Complemento da diretriz anterior é o planejamento de novas atividades com a colaboração daqueles que as irão executar, assim como o estudo, em conjunto com os interessados, da racionalização de rotinas e métodos de trabalho.
Por fim, mas da maior importância, é a atitude estimuladora do chefe, que sabe ajudar o subordinado a superar suas falhas, a aperfeiçoar seu desempenho funcional, e que reconhece o mérito do bom auxiliar, elogiando-o e recompensando-o dentro das normas adotada pela instituição.

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