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terça-feira, 19 de julho de 2011

Dom Casmurro

Escrito em 1899, por Machado de Assis, Dom Casmurro é uma das obras mais marcantes do Realismo no Brasil. O livro apresenta o relato de Bentinho, que se crê traído pela mulher, Capitu, e pelo seu melhor amigo, Escobar.
Bento escreve sobre suas lembranças da juventude, sua vida no seminário, seu caso com Capitu e o ciúme que teve desse relacionamento.

Veja também o vídeo do prof. Fernando Marcilio, do Anglo, que explica resumidamente o livro:


Bons estudos!

sábado, 16 de julho de 2011

Escutando os Sentimentos

Wanderley Oliveira - Escutando os Sentimentos
ISBN: 859808039X / ISBN 13: 9788598080390

O sentimento é a maior conquista evolutiva do espírito. Aprendendo a escutá-lo, estaremos entendendo melhor a nossa alma. Não existe um só sentimento que não tenha importância no processo do crescimento pessoal. Quando digo a mim mesmo 'não posso sentir isto', simplesmente estou desprezando a oportunidade de auto-investigação, de saber qual é ou quais são as mensagens profundas da vida mental.


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Iracema

onsiderado por muitos um "poema em prosa", Iracema é uma das maiores obras do Romantismo. Em 1866, Machado de Assis falou sobre a obra, no Diário do Rio de Janeiro:
“Tal é o livro do Sr. José de Alencar, fruto do estudo e da meditação, escrito com sentimento e consciência… Há de viver este livro, tem em si as forças que resistem ao tempo, e dão plena fiança do futuro… Espera-se dele outros poemas em prosa. Poema lhe chamamos a este, sem curar de saber se é antes uma lenda, se um romance: o futuro chamar-lhe-á obra-prima.”

Conta a história de amor entre Iracema, uma índia tabajara e Martim, um guerreiro português. O enredo é uma alegoria da colonização do país, e a protagonista simboliza a união entre o homem e a natureza. Além de ser uma analogia ao surgimento da terra natal do autor, o Ceará. Tendo o filho desse casal como o primeiro cearense, fruto da miscigenação de raças.

No vídeo a seguir o Prof. Fernando Marcílio, do Anglo, resume a obra para vocês:


Bons estudos!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Na trama do conto, nasce à leitura

Alice Vieira
Fonte: Universos da Palavra da Alfabetização à Literatura – Zuleika de Felice Murrie/Alice Vieira/Harry Vieira Lopes – Coleção Reflexão e Ação no Magistério

Introduzir o jovem no mundo da leitura, descobrindo o poder e o fascínio do imaginário, concretizado na palavra escrita parece  ser, muitas vezes tarefa impossível.
Na formação do indivíduo, em um ponto qualquer do percurso escolar, ocorre uma ruptura entre a criança ouvinte e leitora de contos de fadas e textos de literatura infantil e o adolescente indiferente a textos ficcionais. A criança que vivia aventuras encantadoras, perigosas, deslumbrantes, identificando-as, acomodando o maravilhoso ao cotidiano, parece desaparecer. Em seu lugar encontramos o adolescente inquieto, atraído pelo videogame e outros aparelhos eletrônicos que parecem à primeira vista, mais envolventes e dinâmicos do que a leitura.
Restaurar vínculo rompido, criando uma ponte entre a criança leitora e o futuro leitor da literatura apresenta-se como um desafio instigante. O trabalho com contos, nas escolas de 1º e 2º graus, pode ser um meio pelo qual o professor-leitor vencerá o desafio despertando nos alunos o prazer da leitura.
Contos, contos, contos... Contos de escritores modernos e/ou contemporâneos, que desenvolvem temas mais próximos dos anseios e preocupações dos jovens, correspondendo a suas expectativas de vida. Escritos segundo a norma padrão da língua, em linguagem elaborada, mas com estruturas sintáticas e léxico mais conhecidos e acessíveis aos alunos.
O conto, por ser uma narrativa curta, oferece, do ponto de vista pedagógico, a oportunidade de se trabalhar um texto integral, acabado, no lugar de trechos selecionados, quase sempre descontextualizados. Além disso, todos os elementos constitutivos da narrativa nele estão presentes, possibilitando ao aluno iniciar-se no estudo da análise literária. Conhecimento que poderá ser transposto a outros gêneros literários.
Em sua elaboração, os contos contemporâneos contemplam inúmeras vertentes temáticas, tendo como cerne situações  “vividas pelo homem”. Situações que são exploradas em formas e registros literários, os mais diversos.
Contos que abordam o realismo fantástico, o maravilhoso, o mágico, talvez sejam um bom início. Nesses contos, o insólito, o inesperado, o fantástico irrompem no cotidiano das personagens e ai se integram. Cotidiano/fantasia, sonho/realidade, realidade/imaginação, binômios em que o destino das personagens se constrói, adquirindo novos significados. Ilusão, medo, euforia, devaneio, angustia, alegria, horror, fantasia, morte entrelaçam-se, tecendo realidades em que as personagens se harmonizam ou se desesperam.
Murilo Rubião, José J.Veiga, Edgar Allan Poe, Jorge Luiz Borges, Oscar Wilde são alguns dos escritores representativos da corrente literária. Encontram-se em outros escritores alguns contos da mesma natureza: O homem do furo na mão, O homem que procurava a máquina, ambos de Ignácio de Loyola Brandão; O noivo, de Lygia Fagundes Telles por exemplo.
Contos que têm no Realismo sua matriz, desenvolvendo-o sob óticas diferenciadas. São texto  de denuncia social, desvelando a violência urbana e/ou rural; desnudando a exploração do homem pelo homem, seja nas relações familiares, seja nos grupos marginalizados, na classe média ou burguesa.
João Antônio, Dalton Trevisan, Alcântara Machado, Aníbal Machado, Rubens Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Mário de Andrade são alguns dos escritores que exploram o Realismo em seus textos. 

Universos da Palavra reúne diversos autores com o objetivo de colaborar com o processo de ensino-aprendizagem da língua materna, nos diversos graus de ensino. Os artigos de Zuleika Murrie versam sobre o ensino da leitura e da escrita (alfabetização), os de Alice Vieira enfocam temas relativos à leitura e literatura e os do Harry Lopes discutem os procedimentos de ensino-aprendizagem do Português no Ensino Fundamental.

Afinal, as crianças gostam de poesia?


Fonte: Magistrando a Língua Portuguesa,  volume 2 – Rose Sordi

Por natureza, as crianças gostam de poesia. Dependendo do professor, passarão a amá-la...ou a odiá-la. Como? É simples. Tudo é vivência. O professor a quem não foi dada a oportunidade para “viver” a poesia não passará sua (in) experiência à criança. Tudo é estímulo. O professor que não foi estimulado para “sentir” a poesia deixará passar “em brancas nuvens” esse momento que é pura emoção, puro sentimento. Para fazer amar, antes é preciso amar. E, quando se ama, se é traído pelo gesto, pela fala, pelo olhar. Percebendo a emoção, a criança vai sentir emoção. Qualquer uma delas. Do choro ao riso. Da gargalhada ao espanto. A boa poesia é uma fábrica de emoções.

Assim, o cuidado na escolha da poesia que se pretende mostrar é fundamental. Leia-a várias vezes antes de apresentá-la às crianças. Sinta cada palavra, cada imagem, e certamente as crianças, através de você, sentirão todas as vibrações que a poesia pode despertar. Cuide para que o autor esteja entre aqueles que dominam a técnica de rima, ritmo e imagens.
A propósito, veja o que escreveu Oswald de Andrade, poeta modernista:


“Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que nunca vi.”

Magistrando a Língua Portuguesa 2 - Muitos dos assuntos abordados são reflexões acerca de perguntas que foram feitas na aula de aula, que aparentemente inocentes, representam as dúvidas e inquietações daqueles que vão enfrentar o magistério

Auto da Barca do Inferno

Escrito por Gil Vicente em 1517, O Auto da Barca do Inferno se encaixa num modelo de transição da Idade Média para a Idade Moderna, no qual se começava a priorizar o lado "humano". Os autos eram tipos de "peças teatrais" escritos na época.
Sua importâcia é enaltecida até hoje, pois foi Gil Vicente que introduziu esse tipo de narração em Portugal, e também começou a escrever esses autos, voltados para o entretenimento do povo. Usando a ironia, como sua principal forma de fazer humor

Trata-se de uma alegoria dramática: duas são as barcas em que os personagens podem subir; a do Inferno, munida do Diabo, e a da Glória, encabeçada pelo Anjo. Em cena, é realizado o auto do julgamento das almas, e a maior parte delas segue na primeira barca. Entre os "réus", um agiota, um sapateiro rico, um tolo, uma alcoviteira, um usurário, quatro cavaleiros e um frade corrupto, além de outros representantes da humanidade. Muito mais do que uma sátira da sociedade lisboeta em princípios do século 16, mais do que uma farsa ou um auto de moralidade (embora também o seja), "Auto da Barca do Inferno" é um bem-humorado arrazoado dos vícios que corroem o mundo e uma crítica – infelizmente ainda válida – à organização da sociedade dos homens. Gil Vicente é considerado o primeiro dramaturgo da língua portuguesa, e esta nova edição traz o texto vicentino completamente anotado pela professora Jane Tutikian, que também assina a introdução.

Neste vídeo do Prof. Fernando Marcilio, do Anglo, temos uma explanação resumida da obra.

Bons estudos!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Irritação O Fogo Destruidor

Fonte: Livro de Torkom Saraydarian – Irritação O Fogo Destruidor
ISBN 85-72170189

Existem muitas causas de doenças, mas há uma que não é suficientemente enfatizada, explicada e trazida a público. Esta fonte de doença está por toda parte, se esconde sob muitas formas e invade nosso sistema com várias desculpas lógicas. Essa causa é chamada irritação. Quais são as causas de irritação:
  • Agitação do Corpo astral
  • Stress de temperamento
  • Ódio, desamor, preconceito, contínua rejeição de uma pessoa, grupo ou idéia
  • A sensação de se estar sendo vítima de abuso, estar sendo enganado ou explorado
  • Reação a coisas que não se ajustam à própria maneira de agir (ressentimento)
  • Pensamentos de vingança ou planos de destruição
  • Queixas
  • Egoísmo, autossuficiência e auto-satisfação
  • Crítica, bisbilhotice, discussões
  • Ingratidão
  • Exigência, coação, intolerância
  • Complexo de inferioridade
  • Impaciência e ansiedade
  • Distorção consciente dos fatos
  • Intensificação do corpo astral
  • Barulho
O resultado da irritação é a produção de um veneno que é chamado de “Imperil” pelo Mestre Morya. “Imperil” é um veneno expansivo que se espalha vagarosamente pelo nosso sistema nervoso sempre que queimamos nossos corpos etérico e astral através da irritação. O Imperil interrompe os canais de eletricidade que fluem através da cadeia do nosso sistema nervoso. Este veneno se espalha continuamente cada vez que é alimentado. Uma vez que o sistema elétrico do corpo é bloqueado em vários lugares, e a eletricidade é impedida ou cortada, sérios problemas físicos e psicológicos expandem suas raízes em nossa natureza.
Se a eletricidade vinda do corpo etérico, dos centros astral e mental, e do centro transpessoal para o interior do homem for impedida, aqueles órgãos que não recebem energia suficiente, desenvolvem disfunções. Tornam-se lerdos, suas funções diminuem e eventualmente uma pesada apatia se instala, transformando assim as glândulas e órgãos em um campo propício para proliferação de germens e micróbios.
Em outros casos, quando as células têm excesso de energia para combater, tornam-se atemorizadas e hiperativas, e desenvolvem tumores e câncer. O “Imperil” pode se espalhar ou vir a existir em qualquer um dos veículos da personalidade, eventualmente manifestando-se como doenças psicológicas e físicas. O veneno se acumula mais frequentemente em volta da área do plexo solar, e causa complicações e problemas no aparelho digestivo. Daí se espalha para todo o sistema nervoso e contamina a aura da pessoa.
A irritação ocasiona inflamação em vários órgãos do corpo: no nariz, nos ouvidos, ou nos órgãos reprodutores.