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quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Tempo

Fonte: Liberte-se do Passado – J.Krishnamurti
ISBN: 8531602262 / ISBN-13: 9788531602269


O Homem vive do tempo. A invenção do futuro se tornou seu favorito jogo de fuga.
Pensamos que mudanças em nós mesmos só podem ser efetuadas no tempo, que a ordem só pode ser estabelecida em nós mesmos pouco a pouco, aumentada dia por dia. Mas o tempo não traz a ordem  nem a paz, portanto, temos de deixar de pensar em termos de gradualidade. Isso significa que não há um amanhã em que viveremos em paz. Temos de alcançar a ordem imediatamente.
Liberte-se do Passado – J. Krishnamurti
Quando se apresenta um perigo real, o tempo desaparece, não é verdade? A ação é imediata. Mas nós não percebemos que o perigo existe em muitos dos nossos problemas e, por conseguinte, inventamos o tempo como um meio de superá-los. O tempo é um embusteiro, porquanto nada faz para ajudar-nos a promover uma mudança em nós mesmos. O tempo é um movimento que o homem dividiu em passado, presente e futuro. E, enquanto fizer essa divisão, o homem viverá sempre em conflito.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Capitães da Areia

Publicado em 1937, por Jorge Amado, Capitães da Areia causou escândalo: exemplares do livro foram queimados publicamente, por determinação do Estado Novo.
A narrativa não perdeu sua força nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador é um clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada. Assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje, tão atual quanto na época em que foi escrito.

A seguir, um video do Prof. Fernando Marcílio, do Anglo, que resume a obra:

Bons estudos!

Vidas Secas

Escrito entre 1937 e 1938, por Graciliano Ramos, Vidas Secas é um marco no Modernismo brasileiro, pois faz uma crítica a pobreza no sertão nordestino. Neste livro, o autor se mostra mais humano, sentimental e compreensivo, acompanhando o pobre vaqueiro Fabiano e sua família com simpatia e uma compaixão indisfarçáveis. Além de ser o mais humano e comovente dos livros de ficção de Graciliano Ramos, Vidas Secas é o que contém maior sentimento da terra nordestina, daquela parte que é áspera, dura e cruel, sem deixar de ser amada pelos que a ela estão ligados teluricamente. O que impulsiona os seres desta novela, o que lhes marca a fisionomia e os caracteres, é o fenômeno da seca. Representa ainda uma evolução na obra de Graciliano Ramos quanto ao estilo e à qualidade estritamente literária.


No video a seguir, o Prof. Fernando Marcílio, do Anglo, resume a obra para vocês:


Bons estudos!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Relação com os Subordinados

Fonte: Introdução á Psicologia das Relações Humanas – Irene Mello Carvalho
Em face de nossos subordinados, não devemos ser excessivamente susceptíveis, considerando como ofensa pessoal qualquer expressão menos cordial, ou qualquer atitude mais independente. Precisamos considerar que eles também têm problemas pessoais, que se refletem em seu estado de ânimo, assim como têm necessidade de se auto-afirmarem, tomando certas iniciativas. Se estas não são aceitáveis, compete-nos esclarecê-los e reorientá-los.
Não convém, tampouco, dramatizar os problemas, reagindo de forma exagerada quando ocorrem falhas ou enganos. Isto, ou os atemoriza e prejudica seu rendimento futuro, ou os coloca contra nós e cria um sério problema de relações humanas no trabalho.
Quando necessário, porém, seremos firmes mas justos, se as faltas forem graves ou se forem sistemáticas. A energia serena faz o chefe respeitado e sem ela não há disciplina, imprescindível ao bom andamento dos trabalhos.
Devemos evitar os inócuos sermões e orientar nossos subordinados com nosso exemplo e não apenas com palavras. Se somos impontuais, faltosos, relaxados no cumprimento do dever, não temos o direito de exigir o contrário, e nossas pregações nesse sentido não surtem efeito.
Há chefes que têm o prazer sádico de sobrecarregar desnecessariamente seus subordinados, retendo-os, sem real motivo, além da hora normal de expediente. É claro que, quando necessário, todos têm de sacrificar-se para atender a uma situação especial e importante. Por outro lado, não convém permitir a ociosidade no trabalho, pois esta desajusta pessoas. Para evitar períodos de sobrecarga e período de ociosidade, deve-se reestruturar o serviço e deslocar-se temporariamente alguns encargos.
O bom chefe não é o que sozinho tudo resolve e tudo realiza. É o que sabe delegar, restringindo-se, na maioria dos casos, a orientar, coordenar e supervisionar seus subordinados. Assim fazendo, proporciona-lhes oportunidades de auto-realização e de auto-satisfação.
Complemento da diretriz anterior é o planejamento de novas atividades com a colaboração daqueles que as irão executar, assim como o estudo, em conjunto com os interessados, da racionalização de rotinas e métodos de trabalho.
Por fim, mas da maior importância, é a atitude estimuladora do chefe, que sabe ajudar o subordinado a superar suas falhas, a aperfeiçoar seu desempenho funcional, e que reconhece o mérito do bom auxiliar, elogiando-o e recompensando-o dentro das normas adotada pela instituição.

A Cidade e as Serras

A Cidade e as Serras de Eça de Queirós, foi publicado em 1901, um ano após a morte do autor. Pertence a última fase de Eça, em que ele se afasta do Realismo e da crítica social.
Nesse livro, Queirós faz uma comparação entre a vida módica e agitada de Paris e a vida tranquila e pacata na cidade serrana de Tormes.

No vídeo a seguir, o Prof. Fernando Marcilio, do Anglo, resume a obra para você:


Bons Estudos!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Relações Professor-Aluno

Fonte: Introdução á Psicologia das Relações Humanas – Irene Mello Carvalho
Muitos problemas disciplinares seriam evitados se os professores encarassem certas faltas, sem maior gravidade, com bom humor e compreensão, evitando aquela dramatização tão condenável, que transforma casos insignificantes, passíveis de serem superados com um leve comentário jocoso, em verdadeiros casos de indisciplina e desrespeito, já agora necessitando a interferência da direção ou do coordenador de alunos.
Outros antagonistas entre professor e aluno surgem da tendência a fazer grandes e pomposas pregações de moral, quando bastaria educar pelo exemplo. Evitemos, portanto, moralismos, e sejamos um exemplo vivo para nossos educandos.
Manter o estudante ocupado e interessado nos trabalhos escolares é um dos melhores recursos para construir uma boa atmosfera disciplina; logo usar métodos ativos e variados previne a indisciplina e promove ótimo entrosamento do mestre com alunos.
Provas justas e bem dosadas, nas quais se exige o razoável e o que foi realmente ensinado, são bem recebidos pelo estudante e diminuem a “cola”, quando não a eliminam. Afastam, portanto, uma das principais fontes de atrito entre os corpos docente e discente.
O mesmo ocorre quando o professor solicita trabalhos interessantes, exeqüíveis, que constituam um desafio à capacidade do estudante, mas que não o angustiem nem o desanimem pelo grau de dificuldade.
O bom convívio entre educador e educando resulta fundamentalmente da estima e do respeito recíprocos. O professor, para promover essas atitudes, precisa sentir e demonstrar verdadeiro interesse pelo aluno, abstendo-se, porém, de estabelecer com ele excessiva intimidade.
Esta análise de alguns aspectos das relações humanas na escola pareceu-nos um complemento adequado ao estudo da técnica de ensino em nível universitário. Toda técnica é uma  aplicação prática de conquistas cientificas e de concepções filosóficas;  mas, quando agente e paciente de uma determinada técnica são pessoas, ela assume também o caráter de arte. Terá de ser vivificada pela imaginação e pela capacidade criadora do artista que procurará sempre novas e melhores soluções, na eterna busca de perfeição.
No ensino, tal ideal ultrapassa a simples busca da eficiência docente. O sonho de todo verdadeiro educador é atingir o coração do educando, além de aprimorar-lhe a inteligência. É o de não só ter contribuído para preparar um sábio, mas também, e, sobretudo, de ter ajudado a formar um cidadão e a estruturar um ser humano, que venha realmente dignificar o sublime ofício de viver.

O Cortiço

Publicado por Aluísio Azevedo em 1890, O Cortiço é uma obra marcante do Naturalismo no Brasil, onde os personagens principais são os moradores de um cortiço no Rio de Janeiro.
O autor descreve a sociedade da época e os problemas enfrentados pelas diferentes classes sociais.

No vídeo a seguir, o Prof. Fernando Marcilio, do Anglo, explica a obra de uma forma resumida:


Bons estudos!